Delegado pede quarta perícia sobre morte em shopping

O delegado Carlos Henrique Fernandes, responsável pelo inquérito sobre a morte do radiologista Rafael Silva de Paula Moreira na saída do shopping Iguatemi, em Campinas, no último dia 18, pediu uma quarta perícia ao Instituto de Criminalística (IC) da cidade. Ele descartou a possibilidade de co-autoria no assassinato e não quis informar que tipo de laudo foi solicitado. Disse apenas que há necessidade de se confirmar detalhes importantes para a definição das circunstâncias do crime.No dia 20, a Justiça decretou a prisão temporária do segurança Roberto Aparecido Lopes, 28 anos. Ele confessou ter sido o autor do disparo que atingiu o rosto de Moreira. O radiologista morreu a caminho do Hospital Mário Gatti.O IC já produziu um laudo no local do crime e trabalha em outros dois relatórios técnicos: Um sobre um capacete com manchas de sangue e outro sobre um revólver calibre 38, que teria sido a arma do crime. A Polícia Civil ainda está com as imagens do circuito interno de câmeras do shopping, que serão entregues ao IC.Segundo Fernandes, o inquérito tem prazo legal de 30 dias, contados desde o dia 19, para ser concluído. "Não conseguirei concluir no prazo e estudo pedido de prorrogação por mais 30 dias", disse nesta quinta, 26, o delegado.Cinco rapazes que acompanhavam Moreira na noite do crime foram ouvidos pela segunda vez nesta semana. A polícia também ouviu ao menos mais seis seguranças, além de Lopes. "Há situações circunstanciais que não batem entre os depoimentos, por isso estou pedindo mais esta prova", disse Fernandes.O segurança da empresa terceirizada Verzani & Sandrini Segurança Patrimonial foi indiciado por homicídio qualificado (motivo fútil). Lopes fica preso pelo menos até o fim da próxima semana. Seu advogado, José Pedro Said Júnior, informou que vai tentar classificar o caso como homicídio simples. A pena para o homicídio qualificado varia entre 12 e 30 anos de prisão, no caso de condenação; para homicídio simples, cai para seis a 20 anos.

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