Delegado pedirá prorrogação de inquérito do acidente da Gol

O delegado da Polícia Federal, Renato Sayão, responsável pelo inquérito que apura as causas do acidente com a avião da Gol, que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006, vai pedir à Justiça Federal, após o carnaval, a prorrogação por 60 dias do inquérito para concluir as investigações. A PF deve recomendar à Justiça Militar o indiciamento de pelo menos três controladores do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), de Brasília. De acordo com o delegado, investigações preliminares e depoimentos de 21 pessoas - 17 controladores de vôos, 2 funcionários da Embraer e os dois pilotos: Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, do jato executivo Legacy, que se chocou com Boeing da Gol em Mato Grosso, apontam falhas na informação repassada dos controladores do Cindacta-1 para o Cindacta-4, em Manaus. Um dos controladores de vôo do Cindacta-4 afirmou, em depoimento, que recebeu a informação errada do Cindacta-1 da altitude do Legacy, de 36 mil pés, quando na verdade o Boeing da Gol e o jato executivo voavam a 37 mil pés. "Nós vamos apontar essa falha e vamos deixar para a Justiça Militar tomar a decisão de indiciar ou não os militares porque a PF não faz indiciamento de militares ", disse o delegado. Sayão confirmou a responsabilidade no acidente dos dois pilotos que estavam com o transponder do Legacy desligado. A Polícia Federal concluiu que os pilotos agiram com "negligência" no acidente com o avião da Gol. "Estamos aguardando o resultado de várias perícias para concluir as investigações", informou o delegado.

Agencia Estado,

15 Fevereiro 2007 | 19h30

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