Delegado procurado em operação da PF vai ser exonerado da prefeitura do Rio

Carlos Oliveira era subsecretário de Operações Especiais; duas delegacias foram fechadas pela Polícia Federal

Clarissa Thomé e Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2011 | 11h49

RIO - A Secretaria Municipal de Operações Especiais (SEOP) informou nesta sexta-feira, 11, em nota, que vai exonerar o delegado Carlos Oliveira da função de subsecretário do órgão. Após reassumir o cargo há pouco mais de um mês, Oliveira é procurado pela Polícia Federal, que cumpre 45 mandados de prisão preventiva, em sua maioria contra policiais acusados de envolvimento com o tráfico.

 

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Convidado pelo prefeito Eduardo Paes para coordenar as operações do Choque de Ordem, ele ficou na função entre janeiro e abril de 2009, quando assumiu a subchefia de Polícia Civil, onde foi titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae), que era o órgão responsável pelo material bélico apreendido de diversas quadrilhas de traficantes.

 

Carlos Oliveira foi substituído pelo delegado Rodrigo Oliveira em outubro de 2010 e voltou à prefeitura este ano. "A SEOP vai acompanhar atentamente as investigações da Polícia Federal", informou a secretaria no comunicado.

 

Além disso, duas delegacias distritais - a 17ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão e a 22ª da Penha, responsável por investigar o tráfico nas favelas do Complexo da Penha, - foram fechadas pela PF e pela Corregedoria da Polícia Civil.

 

O chefe de Polícia Civil Alan Turnowski foi chamado para prestar esclarecimentos. A Secretaria de Segurança e o Ministério Público do Rio de Janeiro trabalham em conjunto com a PF na ação, que conta com o suporte de 380 policiais federais, 200 homens das forças estaduais, dois helicópteros e quatro lanchas.

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