Delegado quer fechar bares da Baixada para reduzir crimes

O aumento da criminalidade nos primeiros seis meses deste ano na Baixada Santista, segundo levantamento divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, levou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter 6), Alberto Corazza, a sugerir a adoção de uma espécie de lei seca na região, ou seja, o fechamento dos bares a partir das 22 horas, a exemplo do que já vem ocorrendo no município de Diadema. Em Santos houve crescimento dos cinco tipos de crimes pesquisados: homicídio doloso, furto, roubo, furto e roubo de veículos. Em Cubatão e Bertioga a criminalidade também aumentou. Das nove cidades que integram a região metropolitana, somente Peruíbe e Mongaguá apresentaram discreta redução das ocorrências, em comparação com os números apurados no mesmo período do ano passado. Por conta desses dados, Corazza já está convocando os delegados de toda a Baixada para uma reunião, a fim de cobrar medidas enérgicas, no sentido de reverter o atual quadro. Mas, de antemão, o diretor do Deinter 6, acredita que o fechamento dos bares, especialmente na periferia das cidades, ajudaria a diminuir o número de mortes. "As estatísticas mostram que a maior parte dos crimes acontece no interior ou nas proximidades dos botecos espalhados pela periferia", afirma.O prefeito Beto Mansur (PPB) concorda com o delegado regional, mas defende a necessidade de um mapeamento detalhado da criminalidade registrada em Santos, com a caracterização das regiões mais problemáticas, antes de encaminhar qualquer proposta concreta à Câmara. Por outro lado, Mansur deixou claro que, levando-se em conta a vocação turística da cidade, pretende excluir do fechamento os estabelecimentos localizados na orla e nas áreas de grande concentração de turistas.

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