Delegado quer força-tarefa para combater jogatina

As operações realizadas em imóveis residenciais da capital encontraram, no total, 517 máquinas caça-níquel, o que já representa 6% de todas as que foram apreendidas no período (8 mil). A dificuldade adicional trazida pela fachada caseira é só mais um componente que trava o combate a esse tipo de crime, segundo o delegado titular da 3ª Seccional Oeste, Jorge Carrasco. "Estamos em reuniões com todos os órgãos envolvidos no processo dos bingos clandestinos para criar uma força sincronizada", afirmou. "Sem sincronia e parceria, continuaremos no esquema de enxugar gelo." Os órgãos envolvidos, além das polícias, são as subprefeituras, o Instituto de Criminalística (IC) - responsável por fazer as perícias -, o Ministério Público, que instaura o inquérito, e o Poder Judiciário. É a reunião de todas as deficiências das pastas envolvidas que atrapalha o combate a esse crime. Segundo Carrasco, não há espaço para armazenar as máquinas apreendidas, no IC faltam peritos, e a morosidade compromete o julgamento, já que esse tipo de crime - de menor potencial de criminalidade - prescreve em seis meses. As penas aplicadas se limitam a doação de cestas básicas.

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

31 Agosto 2009 | 00h00

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