Delegado refuta afirmação de aumento do crime no Rio

O chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, rebateu nesta quinta-feira a declaração do superintendente da Polícia Federal no Rio, Roberto Precioso, de que, apesar das informações otimistas divulgadas pelo governo, a curva da criminalidade no Estado é ascendente.Lins garantiu que os índices caíram em março e abril e fez uma previsão de que a tendência vai se repetir nas estatísticas de maio. ?Ele (Precioso) deve ter se referido a algum índice específico, como o de latrocínio, que subiu. Mas, no geral, houve uma queda?, disse Lins, na cerimônia de reinauguração da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, em São Cristóvão, na zona norte do Rio.E fez uma comparação com os jogos da seleção brasileira de vôlei para ressaltar a importância de se festejar a redução obtida em cada tipo de crime. ?Cada ponto feito, os jogadores comemoram como se tivessem ganho o jogo. Temos que comemorar cada item que conseguimos diminuir, cada pessoa que conseguimos livrar de uma arma na cabeça.?Apesar de afirmar que houve queda nas estatísticas de criminalidade, o chefe de Polícia Civil afirmou, em discurso na solenidade, que o Rio vive uma guerra. E fez um pedido: ?As Forças Armadas são preparadas para uma guerra que nunca vai acontecer. E nós vivemos uma guerra que não vai acabar. Precisamos de ajuda?. Mais tarde, voltou atrás e afirmou ter dito que ?a guerra não tem previsão para acabar?.Segundo o delegado, a segurança pública não é um problema só da polícia. As Forças Armadas, disse ele, podem colaborar na troca de informações, guarda de fronteiras e, ?em casos extraordinários?, no policiamento ostensivo, como ocorreu no Carnaval, quando as ruas foram ocupadas por tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.