Delegado rejeita vazamento na Operação Strike

Polícia de Sorocaba diz que gravação foi feita antes da ação da última semana

Agencia Estado

22 de junho de 2007 | 16h42

O delegado seccional da Polícia Civil de Sorocaba, André Moron Machado, negou nesta quinta-feira, 21, que a quadrilha de traficantes presa quarta-feira na cidade soubesse com antecedência da Operação Strike, realizada na semana passada. Segundo ele, a gravação que permitiria se chegar a essa conclusão foi feita bem antes da operação. Na conversa telefônica interceptada pela polícia, um dos líderes do bando, Robson Nunes de Oliveira, de 26 anos, conhecido como "Irmão BR", dizia para sua mulher: "Vai ter uma fita amanhã cedo, às 6 horas da manhã, e não sei se não estou no meio, meu". O delegado, no entanto, disse que a gravação foi feita entre os meses de janeiro e abril, quando os policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) tiveram autorização judicial para monitorar a quadrilha. Segundo ele, não é possível afirmar se o bandido estava se referindo a uma ação da polícia. "Pode ser que ele falasse de uma briga entre quadrilhas." Além de Robson, foram presas cinco pessoas, todas integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A quadrilha coordenava o tráfico de cocaína e ecstasy na região de Sorocaba. "Eram os gerentes, que comandavam os membros inferiores do partido no tráfico", disse Machado.Um dos presos, Décio Antonio de Andrade Filho, o "Irmão Gordão", de 33 anos, que liderava a quadrilha, mora num condomínio fechado de alto padrão e, segundo o delegado, cursava o primeiro ano de Direito. A polícia apurou que ele é dono de um posto de combustível e duas lojas de carros usados e vai pedir a apreensão dos bens.

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