Delegados da PF não vão participar de greve, diz associação

Para presidente da Comissão de Prerrogativas da ADPF, movimento só foi feito por causa das eleições sindicais

Agência Brasil,

12 Agosto 2009 | 15h55

Os delegados e parte dos servidores da Polícia Federal não vão participar da paralisação do próximo dia 25, anunciada na terça-feira, 11, pelo Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindpol). A informação foi dada nesta quarta-feira, 12, pela Comissão de Prerrogativas da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), em nota encaminhada à Agência Brasil.

 

A nota refere-se a matéria publicada pela agência, em que o diretor do Sindpol, Cláudio Avelar, fala, entre outros pontos, sobre a insatisfação entre os agentes da Polícia Federal ante a perspectiva de aprovação da nova Lei Orgânica da força. Segundo ele, a nova lei iria perpetuar defeitos contidos na instituição.

 

"O rumo tomado pelo movimento dos policiais federais - inicialmente em defesa do reenquadramento dos policiais federais da 3ª classe - só se justifica pela proximidade das eleições sindicais", afirma o presidente da Comissão de Prerrogativas da ADPF, delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro. Segundo ele, nesse clima de campanha, "os segmentos em disputa levantam antigas questões já superadas institucionalmente a fim de angariar a simpatia do eleitorado sindicalizado".

 

Sousa lembra que o Departamento de Polícia Federal (DPF) "passou por profunda renovação" na sua área de direção nos últimos tempos, "graças à realização de concursos públicos" - criticados por Avelar na matéria - e considera "natural que isso gere alguma resistência nos servidores policiais com mais tempo de casa, que passam a ser chefiados por delegados mais jovens" (concursados que depois assumem postos de delegados).

 

Ele arremata dizendo que a credibilidade conquistada pela Polícia Federal na sociedade brasileira mostra que o caminho seguido pela instituição está correto e não tem volta.

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