Delegados de PE param por aumento salarial

Os delegados pernambucanos paralisaram suas atividades durante o dia de hoje, reivindicando aumento salarial e melhor estrutura de trabalho. Eles querem, a médio prazo, equiparação com os procuradores do Estado, que recebem cerca de R$ 7 mil mensais. De acordo com a Associação dos Delegados de Pernambuco (Adepe), os salários dos delegados variam entre R$ 2,8 mil e R$ 3,4 mil. À tarde, as negociações com o governo estadual - que haviam sido interrompidas na semana passada - foram retomadas. O governo já havia proposto um aumento de 13% - semelhante ao concedido em setembro aos policiais civis, que passaram 73 dias em greve. Os delegados rejeitaram. Depois de uma reunião com o secretário estadual de Defesa Social, Gustavo Lima, o presidente da Adepe, Roberto Bruto, disse que o governo manteve a proposta dos 13%, mas não mais sobre gratificações. Segundo ele, caberá aos delegados oferecerem uma contraproposta, a ser analisada em um novo encontro. O governo prometeu ainda melhor infra-estrutura para os delegados, especialmente no interior. A retomada das negociações impediu, pelo menos de imediato, que os delegados viessem a concretizar a expectativa de decretação de greve por tempo indeterminado. Esta foi a primeira vez em que a categoria parou no Estado, segundo a Adepe. Foram mantidas em funcionamento as delegacias de plantão e as delegacias regionais. O governo também enfrenta problemas com os médicos legistas do Instituto de Medicina Legal (IML), que fazem uma operação padrão desde a quinta-feira, por reajuste salarial. Com a medida, os corpos têm sido liberados pelo órgão em um tempo mínimo de dois dias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.