Delegados suspendem greve por tempo indeterminado AL

A categoria reivindica equiparação salarial com os procuradores de Estado, que recebem o salário de R$ 17 mil

Ricardo Rodrigues, MACEIÓ

01 de fevereiro de 2008 | 22h44

MACEIÓ - Depois de muita discussão e informações desencontadas durante toda esta sexta-feira, 1, os delegados da Polícia Civil de Alagoas confirmaram no início da noite que desistiram da greve por tempo indeterminado. A categoria já tinha deliberado pelo indicativo de greve para esta sexta-feira, mas recuou da decisão, para dar uma "trégua de 15 dias" ao governo do Estado.

Segundo o presidente da Asseociação dos Delegados, Antônio Carlos Lessa, se nesse período, o governo não mostrar disposição para negociar e não apresentar uma proposta salarial, a categoria entra em greve por tempo indeterminado.

"Por enquanto estamos em estado de greve e assembléia permanente, enquanto durar os efeitos desse decreto", afirmou Lessa, referindo às medidas do governo, que decretou situação de iminente perigo" na segurança pública de Alagoas, alegando a greve dos policiais civis que já completou seis meses e a dos delegados que estava para acontecer nesta sexta-feira.

A decisão não foi unânime, mas a maioria dos delegados decidiu suspender a greve. De acordo com os delegados que participaram da assembléia, durante toda a reunião, a tendência era de que a categoria não aderisse à paralisação. A decisão, segundo eles, foi tomada por causa do clamor público e para aguardar o retorno do governador Teotônio Vilela Filho, para retomar as negociações com o governo.

Atualmente, Alagoas conta com 150 delegados na ativa e 30 aposentados. A categoria reivindica equiparação salarial com os procuradores de Estado, que recebem o salário de R$ 17 mil. Antônio Carlos Lessa explicou que, mesmo com a equiparação, os delegados não podem receber valores acima do teto, que é vinculado ao salário do governador, hoje fixado em R$ 11,5 mil.

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