Delegados tentam viajar armados e atrasam vôo em Brasília

O vôo 1867 da Gol com destino ao Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, no Rio de Janeiro, levou mais de quatro horas para conseguir decolar na noite de quarta-feira, 7, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, o atraso foi motivado em razão de uma discussão envolvendo dois delegados da Polícia Federal que queriam embarcar armados e funcionários da companhia. Os policiais estavam apenas com o formulário da PF permitindo o porte, mas sem o mesmo documento de autorização dado pela companhia aérea. Os delegados, que seriam do Rio de Janeiro, alegaram, por sua vez, que as armas estavam sem munição. Pelo menos 150 passageiros já estavam na aeronave quando os delegados e uma funcionária do setor de despacho discutiam. Até o comandante do avião interveio e teria recebido voz de prisão dos delegados. O vôo teria seguido com outra tripulação porque o piloto e o co-piloto da Gol alegaram falta de condições psicológicas para fazer a viagem. A aeronave só decolou por volta das 23 horas.A assessoria de imprensa da Gol em São Paulo informou que a companhia aérea não pretende se manifestar sobre o assunto. Já a comunicação social da Polícia Federal em Brasília falou que, de acordo com a legislação, não seria obrigatório delegados e outros policiais portarem essas duas autorizações para poder viajar de avião armado. O órgão ainda não tinha confirmação se os delegados conseguiram ou não embarcar armados para o Rio de Janeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.