DEM deve expulsar deputado preso em agosto, diz senador

Assembléia Legislativa do Rio decidiu que não convocará sessão extraordinária para julgar caso

Pedro Venceslau e Alexandre Rodrigues, O Estado de S. Paulo

23 de julho de 2008 | 14h09

Para evitar maiores danos a imagem do partido em pleno período eleitoral, o Democratas sinalizou que vai expulsar sumariamente o deputado estadual do Rio de Janeiro Natalino Guimarães, preso em flagrante acusado de chefiar um grupo de milicianos chamado "Liga da Justiça". Assim que soube da notícia pela imprensa, o ex-senador Geraldo Althoff, titular do Conselho de Ética do partido, enviou para o presidente da sigla, deputado Rodrigo Maia, que está em Madrid, de férias, uma representação solicitando a expulsão sumária do parlamentar.   Maia, por sua vez, marcou reunião da executiva partidária para a primeira semana de agosto, quando a decisão será tomada. O senador Demóstenes Torres (GO) foi escolhido relator do caso.No partido, porém, a expulsão é dada como certa:  "Pela jurisprudência anterior, a expulsão sumária do deputado Natalino Guimarães deverá ser decidida por unanimidade", adianta uma assessora do DEM. A decisão foi  divulgada no blog do partido:"o artigo 97 do Estatuto do Democratas prevê expulsão com cancelamento de filiação partidária, nos casos de extrema gravidade".    "Vou dar parecer pela expulsão sumária. Não tem a menor condição dele ficar", afirma Torres. O relator não acredita que o caso vai prejudicar o desempenho do DEM no Rio. "Não prejudica. Isso podia acontecer em qualquer outro partido. Não vamos expulsá-lo antes pois temos que seguir um procedimento partidário, um estatuto. Se não, Natalino pode ir na justiça e anular a expulsão", conclui.      Julgamento da assembléia   A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu não convocar sessão extraordinária da casa para analisar a prisão em flagrante do deputado estadual Natalino Guimarães(DEM). O parlamentar foi preso na madrugada de terça-feira, 22, sob a acusação de liderar uma milícia na zona oeste da capital fluminense. A casa dele foi cercada por policiais e, segundo a polícia, comparsas reagiram à ação com tiros.   O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj, Paulo Melo, explicou que só analisará os autos da prisão na volta do recesso, no dia 5 de agosto. Até lá, salvo decisão em contrário da Justiça, Natalino permanecerá na prisão. Se, em agosto, a CCJ entender que a prisão foi ilegal, o caso será levado ao plenário, que por maioria simples poderá determinar a libertação do deputado. Melo informou ainda que irá ao presídio de Bangu, na companhia de outros parlamentares, para verificar as condições em que se encontra Natalino.

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