Demolidora faz obra emergencial em parede

A enfermeira Soraya Ayoub Morégola, de 44 anos, foi acordada ontem às 8h50 pela Defesa Civil, que pedia aos moradores da vila da Rua Robertson - ao lado da saída do estacionamento da Igreja Renascer - que deixassem suas casas. Engenheiros da demolidora Diez, ao verem a inclinação de meio metro do muro na direção da vila, acharam por bem puxá-lo para o lado da igreja. "Levei um susto. Disseram no sábado que os trabalhos seriam retomados apenas na segunda'', conta. Num segundo momento, a Defesa Civil disse aos moradores que poderiam continuar em casa, mas que não se assustassem se ouvissem barulhos fortes ou que vissem poeira. O pai de Soraya, Marassoré Morégola, de 66 anos, também morador da vila, tinha acabado de chegar de uma viagem ao Nordeste. Com as malas, ele e sua mulher seguiriam para hotel na Vila Mariana, disponibilizado aos moradores nessa situação. Anteontem, a Diez alinhou a parede lateral que apresentava inclinação em direção às casas. "Era uma obra emergencial'', diz o coronel Orlando Camargo, coordenador da Defesa Civil. No sábado, a empresa reduziu o tamanho da parede de 12 m para 7 m, o que diminuiu o risco de desmoronamento. Por conta disso, as obras que iriam prosseguir hoje foram antecipadas. O coronel acredita que a demolição da parede demorará uma semana.

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2009 | 00h00

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