Denarc investiga 55 escolas com problemas de tráfico de drogas

O Departamento de Investigaçõessobre Narcóticos (Denarc) está investigando 55 novas escolas nacapital paulista que estariam enfrentando problemas com ostraficantes de drogas. Essas escolas estão localizadas em sua maioria nas zonasleste e sul da capital. "Recebemos em menos de 10 dias novasdenúncias do tráfico na porta de novas escolas e estamosinvestigando", informou o diretor do Denarc, delegado IvaneyCayres de Souza. Ele disse que, depois da identificação das primeiras 87escolas com problemas considerados críticos, muitas pessoascriaram coragem e passaram a denunciar os traficantes,fornecendo mais informações e facilitando o trabalho dapolícia. As 87 escolas identificadas em agosto - particulares,estaduais, municipais e algumas universidades - possibilitaram aprisão em flagrante de 52 pessoas, entre elas cincomicrotraficantes de crack, cocaína e maconha. Para Souza, épossível que, entre as 55 novas escolas, estejam algumas das jáfiscalizadas.Além da identificação das escolas e dosvendedores de drogas, o Denarc está concluindo uma nova pesquisasobre o uso de drogas no interior dos colégios. São alunos quecompram maconha, cocaína e crack longe das escolas e levam adroga para fumar ou cheirar nos pátios e salas de aula. Odiretor do Denarc não revelou como a pesquisa foi feita e deverádivulgá-la em poucos dias. Uma das denúncias da semana passada levou os policiaisna sexta-feira até a escola de 1.º Grau Manoel Rodrigues, noJardim Maria Eneida, em Mauá, na Grande São Paulo. Osinvestigadores prenderam José Roberto Parrilla, de 47 anos, quejá cumpriu pena por assalto e tráfico. Ele estava em liberdadecondicional e vendia crack e maconha para os estudantes. Ao serpreso, próximo da escola, Parrilla tinha 68 pedras de crack edez cigarros de maconha.Um relatório da Divisão de Prevenção eEducação do Denarc revelou que no ano passado foram detidas, noEstado, 26 mil pessoas por uso de entorpecente. Do total, 80%dos usuários disseram ter se envolvido com as drogas porcuriosidade e as receberam das mãos de amigos, vizinhos, colegasde trabalho, de escola e até de parentes. Segundo o diretor da divisão, delegado Alberto Angerami,é preciso prevenir e informar as pessoas, e isso deve ser feito"pela família, pelo líder religioso ou por especialistas nasescolas". Em 2001, o Denarc encaminhou 2 mil pessoas paratratamento em entidades de recuperação de dependentes químicoscom as quais mantém convênio.

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