Dengue: prevenção inclusive no inverno

A secretaria estadual da Saúde reconhece: a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, está diminuindo, por causa da temperatura mais baixa dos últimos dias e da ausência de chuvas. "Diminui", alerta o superintendente de Controle de Endemias, Luís Jacinto Silva, "mas não acaba com ele. É preciso prevenir sempre". A dona de casa Maria Cristina Valls, de 46 anos, sabe bem disso. Tanto que todos os dias percorre o quintal em busca de água parada e, dentro de casa, mantém os pratinhos debaixo dos vasos cheios de areia. Como ela, outros brasileiros também sabem que a prevenção da dengue tem de continuar mesmo com a chegada do inverno. "Não adianta eliminar os criadouros só no verão", disse Maria Cristina que mora na Parada Inglesa, na zona norte da capital. Com a mesma preocupação, sua irmã Carmen Valls Domingues, de 43 anos, também continua alerta no controle dos criadouros do Aedes. Em sua casa no Jardim França, zona norte, até o pote de água das cachorras está sob forte vigilância para não se transformar em criadouro do mosquito. Atitudes como das irmãs Valls, foram tomadas como exemplo pelo secretário da saúde, José da Silva Guedes. Ontem, ele se reuniu com prefeitos e secretários de 9 municípios da baixada santista, responsável por 63% dos casos de dengue no Estado. Os prefeitos queriam mais dinheiro. "Precisamos de R$ 675 mil para ampliar o número de agentes", falou o prefeito da Praia Grande, Alberto Mourão, do PMDB, A resposta do secretário: "Não adianta ter um exército limpando a cidade. Cada um tem de fazer a sua parte em sua casa", disse Guedes.

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