Dengue: Rio usará estratégia de Oswaldo Cruz

A Secretaria da Saúde do Rio já confirmou 164 casos de dengue no Estado. Desses, 13 são de dengue hemorrágico e um do tipo 3 da doença, bem mais nocivo e considerado inexistente no Rio até então. Por causa do risco de uma nova epidemia - a pior ocorreu em 1991, quando foram notificafos 86.977 casos - os órgãos de vigilância sanitária decidiram apelar para uma técnica adotada no início do século: a flambagem dos ovos do mosquito por meio de maçaricos. Para tornar mais eficaz o combate ao Aedes Aegypti, causador da doença, a secretaria vai utilizar, em vez de técnicas modernas, a estratégia que Oswaldo Cruz idealizou para combater o transmissor da febre amarela.De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Combate à Dengue, Zamir Martins, o larvicida que é utilizado atualmente não tem ação sobre os ovos do Aedes aegypti, que podem resistir por mais de 400 dias nos recipientes. O flambador, porém, destrói a camada de proteção do ovo. Serão distribuídos 3.120 kits de flambagem entre os agentes de saúde do Estado. Com cerca de 20 centímetros, o aparelho funciona a gás e será carregado na cintura pelos 5.711 funcionários encarregados da ação. Cada kit custou R$ 196 e é composto por três cilindros, uma mangueira e bicos lança-chamas. Foram comprados 3.125 kits, ao preço de R$ 196,60 cada.O secretário municipal de Saúde, Sérgio Arouca, teme uma nova epidemia de dengue na cidade. Procurado pela reportagem, o secretário da Saúde do Estado, Gilson Cantarino, que vem amenizando o problema, não havia retornado até as 18h de hoje. Na terça-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou o primeiro caso do tipo 3 do vírus no Estado. Quem contraiu a doença foi a agente de saúde de Nova Iguaçu Elizabeth de Souza Cabral, de 40 anos. De acordo com o virologista da Fiocruz Hermann Schatzmayr, o tipo 3 é mais nocivo que os tipos 1 e 2, até então os únicos comuns no País.

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