Dengue tipo 3 pode ter chegado a Minas Gerais

O tipo 3 do vírus da dengue, responsável por uma epidemia no Rio de Janeiro que já matou seis pessoas, pode ter chegado a Minas Gerais. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) está investigando quatro casos suspeitos - três em Belo Horizonte e um em Contagem - que podem ter sido causados pelo terceiro tipo do vírus a entrar no País.A informação é do presidente da Funasa, Mauro Costa, que está no Rio participando de uma megaoperação para tentar reduzir a infestação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue, e conter a epidemia. No total, 1.044 agentes de outros Estados estão no Rio para ajudar no trabalho de campo de combate aos focos do mosquito.A possível chegada do tipo 3 a Minas Gerais - essa forma do vírus só tinha sido registrada no Rio e em Roraima - pode ser a confirmação de uma ameaça já anunciada. No Rio, o tipo 3 é o responsável pela explosão da doença nos primeiros 36 dias do ano. Desde o dia 1º de janeiro, a cidade registrou 5.878 casos, sendo 108 hemorrágicos. Isso ocorre porque, como é um tipo novo no País (até o ano passado só circulavam pelo Brasil os tipos 1 e 2), toda a população está suscetível a desenvolver a doença. Além disso, ele aumenta as chances, para quem já teve dengue no passado, do desenvolvimento da forma mais perigosa da dengue, a hemorrágica."Os casos ainda não estão confirmados, mas se forem, será motivo de preocupação", afirmou Costa. Os resultados definitivos dos quatro casos suspeitos ficam prontos na semana que vem. Eles estão sendo investigados em um laboratório em Belém.Carnaval - No Rio, a Funasa e a prefeitura continuaram a operação Dengue 3. Os agentes estão visitando domicílios em 45 bairros mais afetados pela dengue na cidade e outros sete municípios da Região Metropolitana.Hoje o presidente da Funasa se reuniu com representantes das secretarias de Saúde dos municípios do Rio, São João de Meriti, Nilópolis e Mesquita, os três últimos na Baixada Fluminense. Eles acertaram com o secretário de Saúde do Rio, Ronaldo Cézar Coelho, de manter o trabalho dos agentes mesmo durante o carnaval. Os agentes só terão folga aos domingos.Segundo o subsecretário da Saúde, Mauro Marzochi, durante o carnaval os agentes vão priorizar o trabalho de combate ao mosquito em regiões de concentração da população. O subsecretário também aconselhou os turistas, como fez a Secretaria de Turismo em sua página na internet, a usar repelente durante o tempo que passar no Rio. "Mas eles devem passar o repelente pelo menos três vezes ao dia. Caso contrário, não funciona porque ele evapora rapidamente." A secretaria decidiu também que os postos de saúde da prefeitura vão continuar trabalhando durante o Carnaval, fechando apenas no domingo. O horário de funcionamento dos postos também foi ampliado. Em vez de fechar às 12h, eles ficarão abertos até as 17h.

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