Denise Abreu e diretor da Anac criticam laudo do IC

O superintendente de Infra-Estrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Anderson Ribeiro Correia, contestou ontem o laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, que apontou falhas da agência que colaboraram com a tragédia do Airbus A320 da TAM, em Congonhas. Segundo Correia, a agência tem critérios e regras para a segurança nos aeroportos. "As regulamentações foram seguidas e os critérios da pista, atendidos", frisou.   Especial: relembre a tragédia e veja as causas do acidenteCorreia participou do seminário Concessão de Aeroportos: Oportunidades e Desafios para o Crescimento Econômico, na capital paulista, mas evitou fazer mais comentários, sob alegação de que não tinha conhecimento do laudo e não trabalhava na Anac na ocasião do acidente. Apesar disso, defendeu a agência. "Para qualquer tipo de investigação, de apontamento, a Anac vai preparar uma resposta."Em nota oficial, a agência limitou-se a informar que não teve acesso ao laudo do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo. "Por isso, não há condições de comentá-lo." O texto foi divulgado após a entrevista de Correia. "Quaisquer manifestações públicas de servidores da Anac sobre o caso representam apenas opinião pessoal e não expressam a posição da agência", ressaltava o texto. A Anac acrescentou que o acidente em Congonhas continua sendo investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Aeronáutica, autoridade do sistema de aviação civil brasileiro responsável por todas as investigações de acidentes.DIRETORESA possibilidade de a cúpula da Anac ser responsabilizada no inquérito também motivou manifestação do criminalista Roberto Podval, advogado de Denise Abreu, ex-diretora da agência. Para ele, "parece estar claro, pelo que foi divulgado do relatório do IC, que o acidente não teria ocorrido se os manetes do avião estivessem na posição correta".Em nota, ele também considerou imprópria qualquer responsabilização de diretores pela tragédia. "Entre outros exemplos possíveis, se compararia a culpar o delegado-geral da Polícia de São Paulo por qualquer crime que acontecesse no Estado, uma vez que ele é o responsável pela segurança pública. Seria um absurdo jurídico, uma vez que não há qualquer nexo ou ligação de causa e efeito entre o trágico acidente e a atuação de Denise Abreu no colegiado que dirigia a Anac, ao lado de outros 4 diretores, sob o comando do presidente Milton Zuannazzi."

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