Denise Abreu protesta contra possível indiciamento na CPI

A assessoria da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu afirmou hoje não ter "sentido algum" a intenção do relator da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), de pedir o indiciamento dela. No relatório, com a primeira de cinco partes apresentada hoje, Maia pode sugerir ao Ministério Público Federal o indiciamento de Denise Abreu pelo uso de documento sem validade em processo judicial. Ela teria utilizado uma Instrução Suplementar que não estaria em vigor para conseguir liberar a pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para grandes aviões no início deste ano. Em comunicado à imprensa, os assessores de Denise afirmam que "é preciso dar um basta à tendência de se buscar culpar uma pessoa por causa de todo um sistema inoperante" e que "ou se culpa todos. Ou não se culpa ninguém". De acordo com o advogado da ex-diretora, Roberto Podval, o possível pedido de indiciamento é "indevido, extemporâneo e não tem amparo legal". Na nota, ele também questiona porque outras instâncias do sistema aéreo brasileiro não serão também responsabilizados pela crise aérea, como o Ministério da Defesa, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e os outros diretores da Anac.

AE, Agencia Estado

18 Setembro 2007 | 19h11

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