Denise Abreu vai ao STF contra quebra de sigilos

A ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu entrou ontem no Supremo Tribunal Federal (STF) com mandado de segurança para não ter os sigilos bancário, fiscal e telefônicos investigados pela CPI do Apagão Aéreo do Senado. Na ação, os advogados de Denise alegam que a quebra dos sigilos pela comissão não teve fundamentação nem se apóia em fatos concretos. Por isso, pedem que o STF suspenda a eficácia da decisão da CPI. A comissão aprovou a quebra do sigilo de Denise, no mês passado, depois de uma denúncia feita pelo ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) José Carlos Pereira. Segundo ele, a ex-diretora beneficiava o empresário Carlos Campos ao fazer lobby para que os terminais de cargas de Congonhas e Viracopos fossem transferidos para o Aeroporto de Ribeirão Preto. José Carlos Pereira, posteriormente, se retratou. INFRA-ESTRUTURA O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, disse ontem que o governo deverá gastar R$ 800 milhões na terceira pista do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Desse total, R$ 600 milhões serão usados para indenizar as 6 mil famílias que serão desalojadas para dar lugar à pista, que custará R$ 200 milhões. Gaudenzi tratou do assunto com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Também foi discutida a construção de mais uma pista no Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Gaudenzi evitou falar em prazos.

Felipe Recondo e João Domingos, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2011 | 00h00

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