Denúncia aponta desvios na Assembleia do Paraná

Ministério Público amplia número de envolvidos em suposto esquema de contratação de[br]funcionários fantasmas

Evandro Fadel / CURITIBA, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

O Ministério Público do Paraná apresentou ontem nova denúncia criminal sobre suposto esquema de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa, por meio de contratação de funcionários fantasmas.

Foi a segunda denúncia apresentada. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmam ter comprovado desvios de pelo menos R$ 13 milhões, elevando para R$ 26 milhões o total do suposto rombo.

Da denúncia apresentada ontem constam 13 pessoas. Os citados são parentes de Daor Afonso Marins de Oliveira, corretor de imóveis e ex-funcionário da Diretoria Geral da Assembleia, que seria o responsável por distribuir o dinheiro entre pessoas que cediam os nomes, de forma irregular, para constar da folha de pagamento. Ele é considerado foragido pela Justiça.

O esquema era facilitado porque a Assembleia editava atos secretos, aos quais apenas poucas pessoas tinham acesso. Neles eram registradas as nomeações e demissões, sem a publicidade e transparência necessárias.

Segundo o Ministério Público, as pessoas que cediam os nomes recebiam como "pagamento" cerca de R$ 800 por mês, mas alguns dos contratos de trabalho chegavam a até R$ 30 mil. A diferença entre os dois valores era desviada em favor da quadrilha.

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