Denúncia sobre túnel levou PCC a matar presos

A descoberta de um túnel para a fuga de presos no Pavilhão 9 foi o motivo que levou o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa das prisões paulistas, a matar três presos nesta terça-feira na Casa de Detenção de São Paulo. Eles foram acusados de delação. Os outros dois assassinatos, vinganças ligadas ao tráfico de drogas no Pavilhão 8, também foram decididos pelo PCC. O grupo havia decretado a morte de mais cinco presos, que seriam executados nos próximos dias. Para evitar nova matança, a direção da Detenção transferiu os jurados de morte para um lugar seguro. Cerca de 50 detentos participaram das mortes desta terça-feira, mas cinco apresentaram-se aos carcereiros com facas sujas de sangue e assumiram as mortes. Suspeita-se que sejam "laranjas" - pessoas obrigadas a confessar para encobrir os autores. Isso porque no Pavilhão 9 os funcionários viram 30 presos arrastarem os corpos dos três mortos. No Pavilhão 8, 20 encapuzados mataram outra vítima. O quinto morto foi levado à carceragem do Pavilhão 8 pelo preso que confessou o crime. A polícia autuou em flagrante os cinco que confessaram. Nesta quarta-feira, a direção revistou os Pavilhões 8 e 9 - na segunda, haviam sido apreendidos um revólver e dois telefones celulares.

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