Denunciados militares no caso das armas roubadas no Rio

O Ministério Público Militar (MPM) irá oferecer denúncia esta semana contra quatro militares da ativa que estavam de serviço na madrugada da invasão do Estabelecimento Central de Transporte (ECT) do Exército, ocorrida no dia 3 de março, e do roubo de dez fuzis e uma pistola. Dois ex-militares e um traficante também serão denunciados.Entre os militares da ativa, somente um será incluído como partícipe do roubo em si - o sargento Humberto de Souza Freire, que já foi preso e está solto por ordem da Justiça. Os demais, Eric da Silva Campos, Igor dos Santos da Silva e Igor Max Ataíde Pereira, teriam sido negligentes com relação à segurança do quartel e, por isso, contribuíram para a ação dos invasores, acreditam os promotores.Além do sargento, o ex-cabo Joelson Basílio da Silva e o ex-soldado Carlos Leandro de Souza também serão enquadrados como integrantes do bando invasor, assim como o traficante Alex Souza Marinho. Este é primo de Souza e integra a quadrilha que domina o tráfico de drogas na Favela do Dique, na zona norte do Rio. Marinho, que ainda está em liberdade, teria um cargo importante na hierarquia do bando.Até a semana passada, os promotores ainda tinham dúvidas quanto ao envolvimento do sargento Freire com os criminosos que invadiram o quartel. Isto porque ele foi agredido pelos bandidos no momento do ataque e apresentava um bom histórico como militar.Mas um laudo médico que comprovou que os ferimentos provocados pelos golpes sofridos por Freire não eram suficientes para deixá-lo desacordado, como aconteceu (ele ficou desmaiado durante toda a ação do bando, o que levantou suspeita contra si), fez com que ele fosse denunciado como partícipe.As armas foram encontradas doze dias após o roubo, numa trilha no meio de uma mata em São Conrado (zona sul), conforme informou o Exército. Antes disso, militares haviam ocupado favelas do Rio em busca do armamento e dos criminosos. O roubo foi idealizado pelo ex-cabo Silva, que confessou ser o mentor do crime. O objetivo seria vender as armas a traficantes. Os bandidos esperavam conseguir R$ 13 mil por cada fuzil.

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