Denunciados por roubo de armas serão julgados em junho

As sete pessoas - quatro militares da ativa, dois ex-militares e um civil - denunciadas pelo Ministério Público Militar, na semana passada, no caso do roubo das armas do Estabelecimento Central de Transporte (ECT) do Exército, no dia 3 de março, deverão ir a julgamento no mês de junho. Quem foi acusado pelo roubo propriamente dito pode pegar de 5 anos e meio a 22 anos de prisão. Já a pena máxima para os militares que estavam de serviço e foram acusados de negligência com a segurança é a suspensão temporária.A denúncia foi apresentada pelos promotores Antônio Carlos Facuri e Ailton José da Silva há uma semana, mas a Justiça Militar ainda não a recebeu. Depois que isso acontecer, o juiz-auditor Marco Aurélio Petra de Mello, terá 50 dias para apreciar o caso. O julgamento será composto por um grupo de quatro oficiais sorteados para fazer parte de uma espécie de júri, o Conselho Especial de Justiça, que analisará não só os fatos apresentados na denúncia, mas também o mérito da questão. O terceiro-sargento da ativa Humberto de Sousa Freire, os ex-militares Joelson Basílio da Silva e Carlos Leandro de Souza e o traficante Alex Souza Marinho foram denunciados pelo roubo. O segundo-tenente Igor dos Santos da Silva (único oficial da lista), o cabo Eric da Silva Campos e o soldado Igor Max Athaíde Pereira, por negligência. Os três (como o terceiro-sargento) trabalham no ECT, estavam de serviço no dia da invasão e se descuidaram da segurança, facilitando a ação dos invasores, na visão dos promotores do MPM. Somente Joelson Basílio da Silva e Carlos Leandro de Souza estão presos. Eles confessaram o crime. As armas foram encontradas pelo Exército doze dias depois do roubo. Durante este período, o Exército ocupou favelas da cidade à procura dos dez fuzis e da pistola levados.

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