Denunciados por torturar Amarildo são transferidos para Bangu

Major e tenente estariam tentando influenciar depoimentos de outros acusados

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2013 | 06h23

RIO DE JANEIRO - O Ministério Público do Rio informou que a Justiça fluminense determinou a transferência do ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha, major Edson Santos, e do ex-subcomandante da mesma UPP, tenente Luiz Felipe de Medeiros, da Unidade Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio, para o presídio de Bangu 8, na zona oeste. Os dois estão entre os dez denunciados por tortura seguida de morte e ocultação do cadáver do pedreiro Amarildo de Souza, de 43 anos, morador da Rocinha (comunidade na zona sul do Rio) desde 14 de julho. Todos os dez acusados estavam detidos na mesma unidade.

A transferência foi pedida à Justiça pelo Ministério Público Estadual do Rio, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), porque o órgão tem informações de que Santos e Medeiros (que eram chefes dos outros oito presos enquanto todos atuavam na UPP da Rocinha) estavam usando a antiga hierarquia para se impor aos demais e influenciar os depoimentos que eles prestarão à Justiça ao longo do processo.

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