Denúncias contra ex-militares não convencem FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, por intermédio do seu porta-voz, Alexandre Parola, que é preciso analisar com mais profundidade as denúncias que estão sendo apresentadas pela imprensa de que militares recém-licenciados do Exército estão sendo recrutados pelo crime organizado e repassando aos bandidos os conhecimentos adquiridos nos quartéis. "Em relação a relatos que dão conta da participação de ex-páraquedistas do Exército no crime organizado, o presidente entende que é preciso primeiro avaliar o real fundamento dessas notícias", afirmou Parola.No momento, de acordo com informações obtidas no Comando do Exército, não há estudos em andamento com objetivo de rever as atuais regras de trabalho para os militares temporários, que permanecem nas fileiras militares por um período inferior a nove anos. O Exército entende que esse pessoal deve ser absorvido naturalmente pelo mercado, como sempre aconteceu, ao longo dos últimos anos e que o número de pessoas que debanda para o crime é mínimo.A maior parte dos militares dispensados pertence às forças de reação rápida e não apenas à brigada de pára-quedistas. O envolvimento desses ex-militares com o crime, naturalmente, traz preocupações às Forças Armadas, mas o Exército entende que tal investigação é da alçada da polícia dos Estados. A determinação de manter uma freqüente renovação da tropa não será alterada pelo Exército que lembra que este problema está restrito ao Rio de Janeiro, embora a dispensa desse pessoal ocorra em todos os Estados brasileiros.

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