Denúncias levam CGU a abrir mais 7 sindicâncias

Processos, que envolvem dirigentes já afastados, investigarão suspeitas de enriquecimento ilícito e favorecimentos

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2011 | 00h00

A Controladoria Geral da União (CGU) abriu ontem mais sete investigações a respeito de atos de ex-dirigentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), afastados por suspeita de corrupção. Um dos alvos é o ex-secretário executivo do órgão José Henrique Sadok de Sá, afastado após o Estado revelar que a empresa da mulher dele, Ana Paula Araújo, tinha contratos de até R$ 18,9 milhões para obras em Roraima.

Outra processo é uma sindicância que vai apurar possível enriquecimento ilícito de Mauro Barbosa, ex-chefe de gabinete do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Outra reportagem do Estado, de 6 de julho revelou que Barbosa estava construindo uma mansão de 1.300 metros quadrados no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, avaliada em R$ 4 milhões. Barbosa é suspeito de operar o esquema de arrecadação de propinas do PR.

Uma terceira investigação é um processo administrativo disciplinar contra o ex-coordenador-geral de Operações Rodoviárias do Dnit, Luiz Cláudio Varejão na execução de serviços de pesagem de cargas sem cobertura contratual, pela empresa Engespro. Varejão vai responder com Sadock a outro processo pelo reconhecimento da dívida do Consórcio Rodaviva, sem comprovar a execução dos serviços.

Comprovada a culpa, os três podem ter o afastamento transformado em demissão e sofrer ação de improbidade. O quinto processo investigará irregularidades em licitações com suposto envolvimento do servidor Marcelino Augusto Santos Rosa.

Há ainda um último processo que vai apurar possível superfaturamento e que envolve o coordenador de Construções Rodoviárias do Dnit, Luiz Munhoz Prosel. As investigações devem estar concluídas em 30 dias.

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