Depoimento de Carla Cepollina no DHPP é interrompido

A advogada Carla Cepollina, de 40 anos, apontada pela polícia como a principal suspeita pela morte do namorado, o coronel Ubiratan Guimarães, assassinado com um tiro no último dia 9, em seu apartamento, em São Paulo, deixou Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, no início da noite desta segunda-feira, 25, onde prestava depoimento desde as 11h40.Ela deixou o local acompanhada de sua mãe, a também advogada Liliana Prinzivalli, e do advogado criminalista, Antonio Carlos de Carvalho Pinto. Eles não falaram com os jornalistas. De acordo com a reportagem da Rádio Eldorado AM, nesta terça-feira, 26, Carla prestará um novo depoimento a partir das 10 horas. O interrogatório desta segunda foi interrompido por volta das 16h30 porque Carla alegou cansaço. Policiais que investigam o caso deverão fazer uma diligência no apartamento dela ainda na noite desta segunda. O promotor Luiz Fernando Vaggione disse que Carla continuou negando que matou o coronel Ubiratan e que não há necessidade de pedir a prisão preventiva dela. Segundo ele, a mãe de Carla levou novos documentos ao DHPP. "A mãe da suspeita trouxe alguma notícias, está passando para os delegados e talvez por isso o inquérito tenha que se arrastar por mais algum tempo. A polícia vai checar essas notícias e depois verificar quais são as informações que eu não posso passar agora. Ela trouxe outras informações que serão juntadas ao inquérito e a polícia, se for o caso, vai investigar".Carla pode sair indiciada pela morte de Ubiratan Guimarães. O advogado da família do coronel, Vicente Cascione, afirma que o indiciamento chegou tarde: "Eu acho que a iniciativa é correta porque este indiciamento já poderia ter ocorrido, inclusive ainda na semana passada. Todas as suspeitas que desde o primeiro dia eu levantei foram se confirmando, todos os indícios foram crescendo, se robusteceram e hoje praticamente se transformaram em provas. E uma prova que dificilmente será destruída em qualquer circunstância."Alguns laudos do Instituto de Criminalística ainda não estão concluídos e a polícia ainda não tem a expectativa para entrega destes laudos.

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