Depoimento de coronel é pouco esclarecedor, diz deputado

À CPI, Fernando Camargo alega que não pode participar de duas investigações sobre o acidente da TAM

João Domingo, do Estadão,

07 de agosto de 2007 | 12h34

A sessão secreta da CPI do Apagão Aéreo na Câmara nesta terça-feira, 7, deve ser interrompida já que o depoimento do tenente-coronel-aviador, Fernando Silva Alves de Camargo, está sendo pouco esclarecedor, segundo o deputado Neucimar Fraga (PR-ES).    CPI começa com dados sigilosos da caixa-preta do Airbus  CPI faz sessão fechada e ouve caixas-pretas  CPI vai convocar diretora da Anac  Maiores desastres da aviação brasileira  Cronologia da crise aérea     Segundo o parlamentar, Camargo usa como argumento sua chefia à frente do Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), para não falar sobre as investigações. Segundo Camargo, ele não pode participar de uma segunda investigação, no caso a CPI.   Além disso, segundo Fraga, o depoente alega que qualquer coisa que disser pode ser tomada como opinião dele, o que pode atrapalhar as investigações sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, que matou 199 pessoas no dia 17 de julho no Aeroporto de Congonhas.   Durante a sessão secreta foi ouvida a gravação do diálogo entre a torre de controle de Congonhas com os pilotos da TAM, minutos antes do acidente. Segundo o deputado, não dá para ouvir quase nada, a não ser os controladores pedindo para avião virar e após a explosão o alerta aos outros pilotos sobre o acidente.

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