Depoimento de PM sobre tráfico dura mais de 4 horas

Demorou mais de quatro horas e terminou só no começo da noite de segunda-feira o depoimento do capitão da PM Celso Aparecido Monari, acusado de comandar uma quadrilha de traficantes de drogas e que seria o responsável pelo carregamento com 863 quilos de maconha apreendido na semana passada na rodovia Raposo Tavares, em Assis (500 Km de São Paulo). O capitão Celso Morari, que trabalha na Casa Militar do governo do Estado de São Paulo, negou participação no crime e falou que apenas conhece o motorista do caminhão onde foi encontrada a droga, Hamilton Dias Cerqueira e que já chegou a freqüentar a casa dele. O delegado da Polícia Federal, em Marília, Washington da Cunha Menezes, disse que "por enquanto o Serviço de Inteligência da Polícia Federal não encontrou qualquer indício de envolvimento do capitão Monari com o tráfico de drogas e que o motorista do caminhão só teria feito a afirmação de participação do capitão para se livrar da blitz". Estranhamente, a Polícia Federal e a Polícia Militar armaram um esquema de proteção exagerado para o capitão, que chegou escondido e entrou pelos fundos da delegacia, em Marília. Não foi possível fotografá-lo nem mesmo na saída, porque a polícia se incumbiu de arranjar um "laranja" que saiu algemado e conduzido pelo major Caçapava - superior do capitão Monari - para ludibriar os jornalistas e fotógrafos que ficaram de plantão durante todo o tempo na frente do DP. O major Caçapava, que deveria falar à imprensa para explicar o depoimento do capitão Celso Monari, também saiu rapidamente e falou que não tinha autorização do comando da PM para dar entrevista. O capitão continua detido na corregedoria da Polícia Militar, em São Paulo, enquanto se apura a denúncia do seu envolvimento com o tráfico de droga.

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