Depoimento de técnicos vira disputa judicial

Para Consórcio, engenheiros da Linha 4 já foram ouvidos; promotor diz que há dúvidas sobre aspectos técnicos

Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

02 de abril de 2008 | 00h00

Uma disputa judicial obrigou a polícia a adiar dois depoimentos de engenheiros do Consórcio Via Amarela que trabalharam nas obras da futura Estação Pinheiros do Metrô. Os advogados das empreiteiras alegam que Takashi Harada e Alexandre Cunha Martins já foram ouvidos anteriormente e, por lei, peritos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) não podem solicitar novos depoimentos. A decisão final caberá à juíza Angélica Nagao e ao delegado Eduardo Aoki, da 3ª Seccional, responsável pelas investigações do acidente que deixou sete mortos em janeiro de 2007.Em manifestação protocolada ontem na 1ª Vara Criminal do Fórum de Pinheiros, o promotor do caso, Arnaldo Hossepian Júnior, disse "que a postura adotada pelas testemunhas não pode ser admitida, sob pena de transformar a autoridade policial e o Ministério Público em verdadeiros ?bobos da corte?". "Na época em eles foram ouvidos, o local do acidente se encontrava soterrado e não era possível indagá-los sobre aspectos técnicos", justificou Hossepian. "A participação de peritos nesses casos é prevista em lei."O advogado Newton de Souza Pavan, defensor do Via Amarela, contesta a informação. "O IPT não é um órgão investigador, está apenas auxiliando o Metrô e o MP", argumentou. "O consórcio não está se furtando a nada. Se quiserem ouvi-los novamente, queremos que seja feito por escrito." O delegado Aoki disse que ainda não se manifestou sobre a pendência, mas considera "necessário" uma nova oitiva dos dois engenheiros. COLABOROU VITOR HUGO BRANDALISE

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