Depoimento: sexualidade e risco

Hugo Nasck, de 22 anos, que já tentou o suicídio algumas vezes

O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2016 | 03h00

Sou uma pessoa trans-não-binária, a minha sexualidade não se prende a homem ou a mulher. Isso foi uma questão forte em mim desde pequeno. Mas também sempre foi motivo de bullying, e sofri muito na escola. Passei por muitos anos de depressão e por diversas tentativas de suicídio. Me cortava, me queimava... Era uma forma de trocar aquela dor sem controle, descomunal, por uma dor isolada, local. A tentativa mais grave foi aos 16 anos e, quando aconteceu, as pessoas ao redor tomaram a dimensão de que frases como “Ah, eu não queria existir” não eram brincadeira. Minha família, meus amigos e o psicólogo foram fundamentais na minha recuperação.

Percebo também que, por meio do meu canal, posso tocar nesses tópicos e ajudar pessoas marginalizadas por causa da sua orientação sexual. Porque jovens LGBTs têm 4 vezes mais risco de tentar o suicídio. Na verdade, não é suicídio, é assassinato.

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