Depoimentos de detidos no caso da tragédia em Santa Maria não agregaram 'nada novo' , diz delegado

Segundo Marcelo Arigony, ninguém assumiu ter usado o sinalizador que teria provocado o incêndio; 'o que temos de concreto é que o sinalizador foi usado'

Tássia Kastner, Especial para o Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2013 | 18h52

SANTA MARIA -  O delegado Marcelo Arigony afirmou nesta segunda-feira, 28, que o conteúdo dos depoimentos tomados das quatro pessoas que estão com prisão temporária decretada não acrescentou "nada" ao panorama que a polícia já tinha sobre as causas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que matou 231 pessoas na madrugada de domingo. Segundo o delegado, ninguém assumiu ter usado o sinalizador que teria provocado o incêndio. "O que temos de concreto é que o sinalizador foi usado e que as portas não deram vazão à saída das pessoas", disse o delegado. O delegado descartou novos pedidos de prisão temporária.

Sobre o sinalizador, a investigação apurou que existem dois tipos de artefato, um de uso interno e outro externo e que eles precisam averiguar qual desses dois tipos foi utilizado na festa. Ele também afirmou que está sendo averiguado onde teria sido comprado o sinalizador e informou que o material é comprado em lojas especializadas.

De acordo com o delegado, um dos proprietários da boate que se apresentou nesta tarde à Polícia, Mauro Hoffman, foi "colaborativo" em prestar os esclarecimentos à Polícia. O empresário ficará preso por pelo menos cinco dias, período da prisão temporária, com possibilidade prorrogação por mais cinco dias.

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