Wilton Júnior/AE
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Depois de 4 dias, ferroviários encerram paralisação no Rio

Sindicato e SuperVia entraram em acordo durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho

Fabiana Marchezi, Central de Notícias

16 de abril de 2009 | 16h39

Após quatro dias de paralisação, os ferroviários da SuperVia, concessionária de trens do Rio de Janeiro, decidiram voltar ao trabalho na tarde desta quinta-feira, 16, segundo informações iniciais da empresa. A decisão foi tomada depois de um acordo formado pelo Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro e a empresa em uma audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

 

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Os ferroviários devem voltar ao trabalho gradativamente ainda nesta tarde. De acordo com o presidente da entidade, Walmir Lemos, a SuperVia se comprometeu em trabalhar para melhorar a segurança dos passageiros e trabalhadores e concordou com a readmissão de sete funcionários que foram dispensados durante a greve.

 

Uma comissão foi formada por membros do Ministério Público do Trabalho para acompanhar os problemas. "Para domingo, está marcada uma nova assembleia para acompanhar o desenrolar das negociações, mas não há chances de haver nova greve", disse Lemos. A SuperVia confirmou o acordo.

 

Por causa da greve, o sistema de transportes no Rio virou uma bagunça. Cerca de 500 mil passageiros foram prejudicados por dia com a paralisação. Com menos composições rodando e o intervalo maior, a população era obrigada a se espremer dentro dos trens para conseguir chegar ao destino. Com a tensão, alguns passageiros acabaram sendo agredidos por funcionários da SuperVia que controlam o acesso nas plataformas.

 

O ministro da Justiça, Tarso Genro, classificou de "barbárie" o flagrante de violência contra passageiros. Para o ministro, não só os quatro agentes, que foram demitidos e responderão por lesão corporal, devem ser punidos. Para Tarso, a SuperVia é responsável pela conduta deles e deve ser punida "exemplarmente".  "Achei uma barbárie, uma postura absolutamente inaceitável da empresa, que contratou pessoas totalmente despreparadas para controlar motins", disse o ministro, referindo-se à resistência dos passageiros ao fechamento das portas de vagões superlotados .

 

(Com Clarissa Thomé, Talita Figueiredo e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S.Paulo)

 

Atualizado às 18h44 para acréscimo de informações.

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