Depois de acidente, prefeitura de Sabará proíbe trios elétricos

Executivo mantém, no entanto, a segurança nas ruas do centro histórico

Eduardo Kattah, O Estadao de S.Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 00h00

Após o acidente que matou duas garotas durante o desfile de um bloco, os trios elétricos foram proibidos ontem no carnaval de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. No início da madrugada de domingo, o caminhão de som do Bloco Mama África desceu desgovernado a Rua Borba Gato e atingiu populares que acompanhavam o desfile no centro histórico. A prefeitura de Sabará decidiu se retirar da programação oficial do carnaval 2008. A decisão foi comunicada pelo prefeito Sérgio Freitas (PSB) em reunião com representantes dos blocos. Na prática, a saída da prefeitura significa, além da proibição da circulação dos trios, a suspensão do som mecânico, do "chuveirão" e das apresentações da banda SabaráFolia, no centro e nos bairros. O Executivo se comprometeu a manter a segurança nas ruas, uma vez que as agremiações decidiram desfilar ontem à noite. A participação dos caminhões de som já havia sido cancelada no domingo. Das 12 pessoas que ficaram feridas, quatro permaneciam internadas, sendo duas em estado mais grave. A menina Gabriela Marcelino, de 10 anos, estava em observação no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Mater Dei. Eliana Mosqueira do Nascimento, de 50 anos, que sofreu traumatismo craniano e teve o braço direito amputado, permanecia internada sem previsão de alta, sem correr risco de vida. Eliana é mãe de uma das vítimas fatais, Mariana Nascimento Mosqueira, de 11 anos. A prima de Mariana, Stefânia Cristina, de 6 anos, também morreu no acidente. Os corpos das garotas foram enterrados no final da tarde de anteontem. A prefeitura decretou luto por três dias. O motorista do trio, Márcio Aparecido Silva, de 38 anos, alegou que o veículo perdeu os freios. A delegada Joana Temponi não considerou o caso como homicídio culposo - sem intenção de matar, mas provocado por imprudência, imperícia ou negligência - e, por isso, liberou Silva. Ele foi submetido a teste de embriaguez, mas, segundo Joana,ele não aparentava ter ingerido bebida alcoólica. O resultado sairá em 15 dias.

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