Depois de madrugada tensa, manhã é tranqüila em São Paulo

Depois de uma madrugada em que foram registrados 15 ataques a alvos civis, como ônibus, agências bancárias, terminais rodoviários, lojas de veículos, e militares, como bases da PM e delegacias de polícia, em todo o Estado, a cidade de São Paulo teve uma manhã tranqüila.O caso mais grave da madrugada foi o de um motorista de ônibus que teve cerca de 75% do corpo queimado após o ataque de incendiários na noite de quinta-feira, em Nova Odessa, região metropolitana de Campinas. Apesar da continuidade da violência, o paulistano não enfrentou problemas com o transporte coletivo como na quinta-feira, 13. Os ônibus de todas as empresas que operam na capital circulam normalmente, como havia garantido a São Paulo Transportes (SPTrans).Durante a noite, ônibus de coleta de lixo também se tornaram alvos dos ataques. Mas, a coleta de lixo nas regiões sul e leste da capital já voltou ao normal na manhã desta sexta-feira, 14. Dois veículos usados no serviço de limpeza urbana na zona leste foram atacados ontem. O primeiro ataque aconteceu por volta das 21h30, de quinta, na Rua Cristóvão de Salamanca, região de Itaquera. O segundo aconteceu no mesmo horário, na Rua Cuiatê, no Jardim São Paulo, na mesma região. Todos os caminhões da empresa Eco Urbis, num total de 178, foram recolhidos após os ataques. O trabalho voltou ao normal apenas as 6 horas de hoje. Ninguém ficou ferido após os ataques. Apesar da tranqüilidade com relação a ataques, o congestionamento na cidade ficou por toda a manhã acima da média para uma sexta-feira na capital. O pico aconteceu às 9h30 horas, quando foram registrados 66 quilômetros de lentidão, bem acima da média para o período, que é de 49 km. Às 11h30 o índice estava menor, chegando a 43 quilômetros, um pouco acima da média, que é de 36 km.Por Solange Spigliatti, Rose Mary de Souza, Ricardo Valota e Carlos Mercuri

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