Depois do desfile que quase não saiu, clube por opção

Merlino se exibe no Paulistano, diz que se mantém no calendário, mas queria fugir do habitual

Renata Cafardo, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2008 | 00h00

Na última edição da SPFW, oficiais de Justiça causaram um alvoroço ao tentarem apreender a coleção de Lorenzo Merlino horas antes do desfile por causa de uma dívida trabalhista. Dessa vez, o estilista desistiu do Pavilhão da Bienal do Ibirapuera e resolveu mostrar suas peças no Clube Paulistano ontem, um dia antes da abertura oficial do evento. A mudança, garante, não tem nada a ver com a confusão da SPFW passada e, segundo ele, foi apenas uma vontade de fazer algo ''fora do habitual''.No dia mais frio do ano em São Paulo, as poucas modelos usavam vestidos curtíssimos feitos de pedras e fitas do Senhor do Bonfim. Os sapatos eram forrados de toalha. A apresentação da coleção terminou com as meninas se despindo, mostrando o maiô desenvolvido com a marca esportiva Speedo e mergulhando na piscina do clube.Não houve desfile, não tinha passarela nem música. Os sócios do clube continuavam por lá. Merlino chamou o evento de ''circuito''. Poucos convidados, que foram divididos em dois grupos, caminharam até o campo de futebol e se depararam com 18 moços jogando bola. ''Alguns são modelos, outros não. No casting (escolha de modelos), eu dava uma bola e pedia para fazer embaixadinha'', diz o estilista. Assim como as meninas na piscina, os meninos vestiam roupas de Merlino, quase sempre camisetas ou camisas listradas e bermudas.''Apesar do frio, achei ótimo, jogar bola é melhor que desfilar'', disse Vitor Rezende, de 17 anos, modelo goiano, que sonhava em ser jogador de futebol. Merlino garante que não deixou a SPFW, só preferiu não fazer desfile para ''focar mais na coleção''.''Não queria me preocupar se o look um combinava com dois, se as modelos tinham um certo padrão.''

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