Depois do traficante Lulu, a polícia do Rio agora quer Dudu

Com a morte de Luciano Barbosa da Silva, o Lulu, a força do Batalhão de Operações Especiais (Bope) será lançada contra Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu, e seus comparsas.?Toda a nossa artilharia agora vai ser mobilizada na caçada a Dudu?, afirmou o comandante da unidade, coronel FernandoPríncipe, na linguagem bélica que caracteriza a tropa. Questionado sobre a possibilidade de Dudu investir ainda com mais força sobre a Rocinha agora que seu adversário está fora de combate, o oficial foi irônico. ?Ele vai encontrar uma pedreira e vai se machucar.? O corpo de Lulu chegou ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, bairro próximo à Rocinha, por volta de 17 horas. Funcionários do Hospital, que não se identificaram, disseram que ele já chegou morto. O comandante do Bope não soube dizerquantos tiros atingiram o traficante, mas afirmou que foram muitos, concentrados no tórax. A identificação foi feita no hospital, pelas impressões digitais. ?Tivemos a impressão de que seria ele. Alguns moradores reconheceram quando o levávamos já ferido?, contou. ?Naturalmente, a confirmação só veio com o confrontamento (sic) datisloscópico.? Durante a operação, 23 pessoas foram detidas e levadas para a 15ª Delegacia Policial (Gávea) para averiguações. Entre elas, duas mulheres. Segundo policiais, entre eles há um gerente do tráfico na Rocinha, formadores de bondes (comboios de traficantes), foragidos da Justiça e um casal de menores infratores também foragidos. Em frente, cerca de 30 pessoas, parentes do detidos, se aglomeraram, mas não houve tumulto no local, fortemente patrulhado pelo Bope.

Agencia Estado,

14 de abril de 2004 | 19h43

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