Depressão no Twitter

Tucanos fazem poucas manifestações e muita economia nas referências à pesquisa de sábado

Lígia Formenti / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

A dianteira da petista Dilma Rousseff na corrida presidencial repercutiu no mundo virtual. Enquanto petistas celebram os 17 pontos de vantagem, de acordo com o última pesquisa do Datafolha, tucanos e aliados dão sinais de "depressão digital".

Tão logo foi divulgada a pesquisa, no sábado, o Twitter passou a revelar a temperatura nas duas campanhas. Enquanto aliados da candidata faziam questão de comemorar os resultados com troca de mensagens em ritmo frenético, postando e "retuitando" mensagens, o grupo ligado ao tucano José Serra preferiu o distanciamento: poucas manifestações e, sobretudo, muita economia nas referências ao levantamento do Datafolha.

Entre aliados de Dilma, a reação foi diretamente proporcional à sua escalada nas pesquisas. Foram várias as referências feitas por Rui Falcão, André Vargas e Cândido Vaccarezza à candidata.

O vice na chapa de José Serra, Índio da Costa (DEM), foi bem menos assíduo no microblog do que no início da campanha. Nenhuma mensagem foi postada até as 19 horas de ontem. E, sábado, dia da divulgação da pesquisa, ele preferiu concentrar a atenção na hospitalidade do povo da Paraíba. "Um dia inesquecível", disse no microblog, sobre sua visita ao Estado.

Sérgio Guerra, presidente do PSDB, também preferiu falar sobre suas andanças por Camaragibe (PE) e São Lourenço da Mata (PE). Sobre a pesquisa, nenhuma palavra. O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), o líder do partido na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), também não fizeram referência aos últimos resultados do Datafolha.

Veio do quase candidato à vice de José Serra, Álvaro Dias, a referência mais direta à vantagem da candidata do PT, postada ainda no sábado, que dizia que os números da pesquisa "recomendavam reação oposicionista crítica. Ou existe alternativa"?

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