Deputada federal nega ter recebido dinheiro de bicheiro

A deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) dará entrevista às 10 horas desta quinta-feira, 19, em seu apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro, para tentar se defender de ter recebido dinheiro de um dos presos investigados pela Polícia Federal na Operação Hurricane (furacão, em inglês). Marina negou, na quarta-feira, 18, que tenha recebido qualquer recurso do grupo do bicheiro Aílton Guimarães, o Capitão Guimarães, para sua campanha eleitoral, embora seu nome apareça em relatório reservado do serviço de inteligência da PF. O Capitão Guimarães é uma das 25 pessoas presas pela PF na sexta-feira, 13, na operação. A deputada, que está em seu primeiro mandato, foi delegada da Polícia Civil do Rio e até a eleição atuava na Repressão a Entorpecentes. Em entrevista ao jornal Estado, Marina admitiu conhecer o bicheiro e tê-lo encontrado várias vezes, mas garantiu que não tem nenhuma relação próxima com ele. Confira a entrevista: Relatório sigiloso da PF diz que a senhora teria recebido recursos do bicheiro Ailton Guimarães para sua campanha eleitoral. Não posso me defender de uma coisa sem saber o teor, o conteúdo das acusações. Eles vazaram um relatório da Polícia Federal. Mas não aparece ninguém falando de dinheiro. É tão sigiloso esse relatório que está em todos os jornais. Pelo visto, só não é sigilosa a minha parte. A senhora recebeu dinheiro do Capitão Guimarães? É obvio que não. Sou discípula de Denise Frossard. Foi ela quem pôs os bicheiros na cadeia. Você acha que eles iam me dar dinheiro? A senhora conhece o Capitão Guimarães? Já esteve com ele? Já encontrei com ele várias vezes. O Rio de Janeiro todo conhece o capitão Guimarães. Ele é uma pessoa que freqüenta shows, é presidente da Liesa (Liga das Escolas de Samba). Conheço o Capitão Guimarães como todo mundo. Mas a senhora tem alguma relação mais próxima dele? Freqüenta a casa dele? Não. Quando foi a última vez que a senhora se encontrou com ele? Não me lembro. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pediu à Corregedoria da Câmara que investigue as denúncias contra a senhora. Ele fez o correto. Mas é preciso saber quem me acusa. Ele vai requisitar à PF tudo o que tem contra mim. Dou muita força até para saber do que eu sou acusada formalmente. A senhora teme vir a perder o mandato por causa das denúncias? Não sei. Confio muito na Justiça. Há 18 anos eu trabalho para a Justiça. Moro de aluguel até hoje. Está no site da Justiça Eleitoral que a minha campanha custou R$ 69 mil. Qual é sua posição em relação ao jogo do bicho? Não tenho nenhuma posição em relação a isso. Para mim, é irrelevante essa história. Quem tem posição sobre isso é o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB): ele é a favor. Inclusive já declarou isso. A senhora vai pedir uma licença da Câmara enquanto durarem as investigações? Não. Eu estou doente, em tratamento médico. Estou com otite grave, eu sou diabética. Otite tão grave que é a olhos vistos. Vou dar uma entrevista amanhã (hoje), no Rio.

Agencia Estado,

19 Abril 2007 | 09h17

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