Deputada investigada nasceu em presídio no AP

Suspeita de envolvimento no esquema de corrupção no Ministério do Turismo, a deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP), de 52 anos, nasceu em um presídio em Macapá. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a mãe da deputada engravidou quando estava em uma prisão na capital do Amapá. Ela foi presa por ter matado o marido após descobrir que ele a traía com sua vizinha. Em 2010, durante uma reunião na Câmara que discutia a realização do aborto, Fátima relatou que sua mãe foi abusada e mesmo assim não optou pelo aborto.

, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2011 | 00h00

"Ela já tinha cinco filhos, um estava com ela na penitenciária, e ali ela foi abusada. E esta mulher que está aqui hoje nasceu e não sabe quem é o seu pai", disse na época, segundo o jornal.

Apenas quando tinha cinco anos a futura deputada deixou o presídio, beneficiada por um indulto de Natal. Fátima formou-se em sociologia com ajuda das irmãs mais velhas e atualmente exerce o seu quinto mandato como deputada federal. No PMDB desde 2005, já foi filiada ao PFL (atual DEM) e ao PSDB.

O Ministério Público Federal (MPF) encerrou o inquérito e apresentará nos próximos dias denúncia contra os suspeitos no esquema de corrupção no Turismo. O relatório sobre as investigações que apontam indícios de participação da deputada será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como revelou o Estado, ela aparece em depoimentos como destinatária de recursos públicos que teriam sido desviados. Fátima é autora das emendas que favoreceram o Ibrasi, mas nega qualquer envolvimento nos supostos desvios.

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