Deputada volta à rotina e diz que tem apoio de colegas

BRASÍLIA

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2011 | 00h00

O Estado acompanhou a rotina de Jaqueline Roriz (PMN-DF) no plenário da Câmara nos últimos dois dias. A deputada adotou uma postura discreta e conciliatória. Chorou e sorriu várias vezes. Ontem, ao deixar o plenário para tomar uma água, no salão do cafezinho da Câmara, a reportagem abordou Jaqueline, se identificou e pediu uma entrevista sobre seu caso. Ela negou, mas falou brevemente. "Tenho recebido apoios", disse, ao ser questionada sobre as palavras da deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) a seu favor.

Jaqueline relatou o que tem dito aos colegas sobre o escândalo do vídeo. "Estou falando do meu estado da saúde, que fui internada, estava me recuperando. Estava explicando minha ausência", disse. Ontem, no plenário, procurou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) para saber se precisará depor no Conselho de Ética. Ouviu dele que essa é uma decisão dela. "Eu não sei ainda se vou", disse à reportagem.

Perguntada sobre sua defesa em relação ao vídeo, em que recebe R$ 50 mil de Durval Barbosa, Jaqueline então deu o recado aos colegas: "Eu não era deputada na época. Eles (deputados) entendem: já imaginou se a lei for retroagir para todos, a prerrogativa que vai abrir?" É em cima desse argumento que Jaqueline aposta na salvação.

Integrantes do Conselho de Ética têm sido procurados por parlamentares que temem que a Câmara casse Jaqueline e abra um precedente considerado perigoso para eles: punir um deputado por um delito antes da posse. A previsão é que o processo no Conselho seja finalizado no final de maio. Até lá, seu estilo e seu discurso não devem mudar.

Conversas

JAQUELINE RORIZ

DEPUTADA DISTRITAL (PMN)

"Estou falando do meu estado de saúde, que fui internada, estava me recuperando. Estava explicando minha ausência"

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