Deputado do PMDB será líder no Congresso

PT pleiteava o cargo, mas a presidente Dilma Rousseff decidiu agradar ao principal partido aliado com a indicação do gaúcho Mendes Ribeiro

, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2011 | 00h00

BRASÍLIA

Em operação para reduzir o passivo com a base aliada, a presidente Dilma Rousseff está decidida a escolher o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) para líder do governo no Congresso.

Próximo a Dilma, o parlamentar contempla a porção da base que se sentia preterida no xadrez do loteamento desencadeado pelo Planalto desde a crise que derrubou o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci - o grupo dos deputados. Na remontagem da articulação política, Dilma optou pela senadora Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e pela ex-senadora Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

A confirmação de Mendes Ribeiro deve ocorrer hoje pela manhã em um encontro entre o deputado e a presidente, no Palácio do Planalto. Diante do convite iminente, ele voou ontem mesmo do Rio Grande do Sul para Brasília.

A escolha do novo líder, um quadro do PMDB e representante da Câmara, foi o passo seguinte à prorrogação do decreto que dá mais três meses de prazo para a liberação do dinheiro dos restos a pagar de 2009.

Confirmando a escolha de Mendes Ribeiro, que chegou a ficar fora do páreo porque não "vestiu a camisa" do Planalto na votação do Código Florestal, Dilma contém o apetite do PT. O partido possuía dois candidatos oficiosos ao cargo: os deputados Pepe Vargas (RS) e Arlindo Chinaglia (SP).

Mendes Ribeiro desbanca outro peemedebista também cotado, o senador Eduardo Braga (AM), cuja indicação serviria para costurar a pacificação de um grupo de senadores peemedebistas "rebeldes". Mas o peso da Câmara contou mais.

A liderança do governo no Congresso ficou com o PT ao longo do último ano e meio do governo Lula, quando Ideli Salvatti assumiu a cadeira de líder. O último peemedebista a ocupar o posto de líder foi a senadora Roseana Sarney, que hoje governa o Maranhão.

Quando ela deixou a liderança para assumir o governo em 2009, o PMDB perdeu o lugar para Ideli, o que desagradou à cúpula do partido. Desde então, os peemedebistas articulam para recuperar o espaço.

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