Deputado entrou na lista em 2009

PARA LEMBRAR

Fausto Macedo e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2011 | 00h00

O processo que levou o ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP) ao cadastro dos mais procurados da Interpol tem origem na famosa conta Chanani, hospedada no Safra National Bank of New York e formalmente controlada pelo doleiro Vivaldo Alves, o Birigui, que prestou serviços para o ex-prefeito. Entre janeiro e agosto de 1998, alega o Ministério Público, Maluf realizou 15 transferências para a Chanani, somando US$ 11,68 milhões. Segundo a acusação, o ex-prefeito teria usado essa conta como ponte para remessas à Ilha de Jersey.

Em 2009, o nome do deputado foi incluído na difusão vermelha da Interpol - Organização Internacional de Polícia Criminal que mantém representações em 181 países - a partir de uma solicitação dos Estados Unidos. A difusão vermelha é o alerta máximo da Interpol e limita os deslocamentos de quem faz parte da lista. Se ingressar em território que integra a comunidade policial, Maluf pode ser detido.

A defesa do ex-prefeito e deputado apelou com ação específica para anular a medida - que reputa ilegal, "uma afronta ao Congresso brasileiro". Advogados de Maluf apresentaram em fevereiro de 2010 ação que visa excluí-lo do índex. Procurados, os advogados não se pronunciaram nem confirmaram a negociação.

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