Deputado quer comissão para acompanhar caso de brasileira desaparecida

O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B-SP), pode decidir esta semana sobre um pedido do deputado federal Hermes Parcianello (PMDB-PR) para que parlamentares sejam enviados oficialmente aos Estados Unidos, a fim de acompanhar as investigações no desaparecimento da estudante Carla Vicentini, de 22 anos. Paranaense de Goioerê, ela está desaparecida desde o dia 9 de fevereiro. Carla foi vista pela última vez saindo de um restaurante com um rapaz americano de cerca de 30 anos.Na sexta-feira, 24, após um discurso na Câmara, Parcianello formalizou o pedido a Rebelo. "Espero que amanhã (hoje) haja uma decisão para que alguém vá lá e apure as notícias", disse. Também natural de Goioerê e amigo de Orlando, pai de Carla, o deputado disse ter entrado em contato por e-mail com o consulado brasileiro em Nova York, que respondeu apenas que todas providências estão sendo tomadas. "Creio que se jogar pesado pode ser resolvido rapidamente porque a polícia já tem vários elementos", opinou.Caso sejam designados parlamentares para a missão, o pai da estudante pode viajar junto. De acordo com sua mulher, Tânia, ele está preparando a documentação. "Agora já está mais tranqüilo e tem amigos lá", afirmou. Ela disse ter recebido telefonemas da polícia e do consulado pedindo mais detalhes sobre a vida da filha. "Querem ter pistas para ir atrás como num quebra-cabeças", acentuou. Tânia lamentou que a polícia não lhe transmita detalhes de como estão as investigações. "Se não tem nada concreto eles não passam", disse. "Esse silêncio deixa a gente nessa angústia, mas tudo o que quero é que encontrem ela bem, com vida." ViagemEstudante de Engenharia Têxtil, Carla resolveu viajar no dia 19 de janeiro para os Estados Unidos, a fim de trabalhar e aprender inglês. Inicialmente morou em Dover, em New Jersey. Duas semanas depois mudou-se para Newark, no mesmo Estado, dividindo um apartamento com a brasiliense Maria Eduarda Ribeiro, que havia conhecido no avião. Na noite do dia 8, Carla deixou seu trabalho em um restaurante português e foi à Adega e Grill, onde Maria Eduarda trabalha, pegar a chave do apartamento, que fica a quatro quadras de lá. Tomou um banho, retornou e teria ficado conversando com o americano. De madrugada, ela teria pegado uma carona com ele para ir ao apartamento, mas não foi mais vista. O FBI participa das investigações.

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