Deputado relatou propina

A crise das emendas secretas teve início na Assembleia paulista quando, em setembro, o Estado tornou pública denúncia do deputado Roque Barbiere (PTB), segundo quem "tem bastante" parlamentar que "enriquece" com a venda de emendas para prefeituras do interior. "Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive e sobrevive e enriquece fazendo isso", afirmou Barbiere, em entrevista ao programa Questão de Opinião, veiculado na internet. O deputado disse que entre 25% e 30% dos colegas participariam no esquema.

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h06

Dias depois, o Estado publicou entrevista de Bruno Covas que reiterava as denúncias de Barbiere. Covas - atualmente secretário do Meio Ambiente - contou que, quando deputado, um prefeito lhe ofereceu propina de 5% do valor de uma emenda apresentada pelo tucano. Posteriormente, Covas disse que falava apenas "hipoteticamente".

Em meio às denúncias, o governo estadual se viu obrigado a divulgar, pela internet, os valores de todas as emendas liberadas em 2011, além dos nomes dos parlamentares que as apresentaram. Antes da divulgação do escândalo, estes dados eram mantidos sob sigilo.

A análise das emendas revelou que vários deputados destinaram recursos para municípios distantes de suas bases eleitorais - o que, segundo Barbiere, seria um indício do desvio de recursos. O Ministério Público Estadual abriu investigação sobre o caso e Barbiere até agora não divulgou nomes.

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