Deputado vai ao Paraguai tentar resgatar meninos brasileiros

O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Fabiano Pereira (PT), está no Paraguai para uma série de reuniões com autoridades daquele país para buscar resolver a situação dos meninos Guillermo, dez anos, e Arturo, sete, filhos da professora Genilma Boheler. Eles foram seqüestrados pelo ex-marido e pai, o paraguaio Eri Rojas Villalba, quando ainda residiam em São Bernardo do Campo.Pereira, que foi acompanhado da promotora de Justiça Simone Ballestro e por dois assessores da CCDH, espera também conseguir se reunir novamente com o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e cobrar a sua posição quanto ao não cumprimento da ordem do governante. No início deste mês, após se reunir com Genilma e o deputado, no Rio de Janeiro, após uma greve de fome em frente ao local onde se realizava a reunião dos 19 presidentes latino-americanos do Grupo do Rio, Duarte ordenou ao comandante geral da Polícia de seu país, Carlos Zelaya, que as duas crianças fossem localizadas e libertadas no prazo de 48 horas.O deputado gaúcho já teve encontros com o embaixador brasileiro, Valter Pecly Moreira, a quem relatou todo o drama dos meninos; depois com o vice-ministro da Seguridad Interior, Braulio Ferreira, e com o comandante da Polícia Nacional, Carlos Zelaya: "Ele (Zelaya) me garantiu que está fazendo todo o esforço para mandar os meninos de volta ao Brasil, o que até o momento não foi possível".Genilma, que já tem um abaixo-assinado com aproximadamente com dez mil assinaturas recolhidas no centro de Porto Alegre, diz que seu ex-marido conseguiu reter os filhos em Assunção porque é bem relacionado com os policiais paraguaios: "Ninguém pode desobedecer uma ordem do presidente de um país. Não consigo entender por que os meninos ainda não voltaram ao Brasil", disse. Longe dos filhos desde fevereiro, quando foram seqüestrados por Villalba, Genilma denunciou o caso a CCDH e em 8 de outubro esteve reunida com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e com o senador Paulo Paim (PT).

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