Deputados buscam garantir CPI do Apagão Aéreo no STF

Os deputados Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), Fernando Coruja (PPS-SC) e Onyx Lorenzoni(PFL-RS) protocolaram na tarde desta segunda-feira, 12, no Supremo Tribunal Federal (STF), mandado de segurança contra a não instalação da CPI do Apagão Aéreo. Na ação, eles alegam que foi desrespeitado um direito da minoria. Os três deputados também conversaram sobre a ação com a presidente do STF, ministra Ellen Gracie. Segundo eles, a ministra disse que o STF é o local adequado para dirimir dúvidas como a da instalação da CPI. Para Onyx Lorenzoni, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), errou ao não determinar a instalação da CPI. Segundo ele, Chinaglia tirou a roupa de juiz e colocou "o fardamento do PT, do Lula, do governo". Os deputados não descartam a possibilidade de formarem uma CPI mista para investigar o apagão aéreo. Líderes governistasEnquanto partidos de oposição (PFL, PSDB e PPS) recorrem ao STF para que o tribunal determine à Câmara dos Deputados que instale a chamada CPI do Apagão Aéreo, os líderes da base aliada ao governo, que impediram o funcionamento da comissão parlamentar de inquérito, se reúnem nesta segunda para discutir a posição governista. O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), avalia que, se a oposição questionar os procedimentos adotados pela Mesa sobre a CPI, não terá chance de vitória no Supremo. Chinaglia disse que agiu de acordo com o Regimento Interno da Casa e que a suspensão da instalação da CPI foi decidida em votação no plenário. "Creio que obterei, seja na CCJ, seja no Supremo, o aval quanto aos procedimentos", disse Chinaglia. Segundo ele, o melhor caminho para a oposição seria o de argumentar, no Supremo Tribunal, que o pedido de CPI cumpriu os requisitos para o seu funcionamento e não questionar a votação feita no plenário da Casa.

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