Deputados convocam Chokr para depor sobre propinas

Advogado é acusado de pagar propinas da máfia dos caça-níqueis a policiais

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 13h04

As Comissões de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembléia Legislativa convocaram o advogado Jamil Chokr para depor. Ele e dois delegados da Corregedoria da Polícia Civil serão ouvidos na quarta-feira, 27, pelos deputados. Eles querem informações sobre o escândalo que pôs 84 dos 93 distritos policiais da cidade sob suspeita de ter recebido propina da máfia dos caça-níqueis."Buscamos ainda as assinaturas necessárias à CPI", disse o deputado Vanderlei Siraque (PT), autor do requerimento aprovado pelas comissões. Até agora, o pedido de abertura de CPI tem 28 assinaturas de deputados do PT, PSOL, PPS e de um parlamentar do PV; 32 assinaturas são necessárias.A base do governo é contra a criação da comissão. Na quarta-feira, 20, policiais da corregedoria foram ao escritório de Chokr em busca de notas fiscais sobre os honorários do advogado.Cronologia25/5 - No carro do advogado de donos de caça-níqueis Jamil Chokr, PMs encontram envelopes com dinheiro e marcação de DPs. Chokr fugia de um assalto em seu Vectra. A Corregedoria da Polícia Civil abre investigação sobre o caso;28/5 - Números dos envelopes coincidem com os de distritos policiais de capital. A corregedoria ouve um PM que atendeu a ocorrência. Delegados da elite da Polícia Civil se apressam a divulgar a versão, falsa, de que o PM confessou ter fraudado a lista;29/5 - Versão falsa sobre fraude faz as cúpulas das Polícias Civil e Militar trocarem acusações;1/6 - Um dia após ser citado numa relação de supostos beneficiados com propina, o Departamento de Polícia Judiciária (Decap) faz operação que apreende 2.204 caça-níqueis e fecha sete bingos;4/6 - Corregedoria pede quebra de sigilo telefônico de 27 investigadores que chefiam equipes em DPs;14/6 - Anotações mostram que Chokr arrecadou só em abril R$ 205 mil com donos de caça-níqueis. Parte do dinheiro aparece destinado à Polícia Federal em São Paulo, ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e ao Decap;16/06 - Após a publicação pelo Estado de que 84 dos 93 distritos policiais de São Paulo estavam na contabilidade de Chokr, o governo decidiu afastar 20 investigadores-chefes citados nos documentos apreendidos com o advogado. Outros sete policiais civis foram identificados pela corregedoria - um deles aposentado.

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