Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Deputados do Rio ameaçam trancar pauta se bombeiros não forem soltos

Frente parlamentar deve ser criada em defesa da categoria; reivindicações são 'legítimas', diz OAB

Agência Brasil

06 de junho de 2011 | 14h13

RIO - O protesto que centenas de bombeiros e seus parentes fazem desde as primeiras horas desta segunda-feira, 6, nas escadarias da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), já alcançou o primeiro resultado. Deputados decidiram criar uma frente parlamentar em defesa da categoria e prometem trancar a pauta se não forem soltos os 439 bombeiros presos após a invasão do quartel central, na última sexta-feira.

 

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A situação dos militares será discutida em uma reunião marcada para esta tarde, no gabinete do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). "Estamos criando uma frente parlamentar em defesa do Corpo de Bombeiros. Vamos brecar a pauta da Assembleia a semana inteira, enquanto os bombeiros não forem soltos", disse Freixo.

 

Foram convidados para participar da reunião representantes da categoria, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) e da Defensoria Pública.

 

OAB. A OAB do Rio defendeu que o governo do Rio garanta salários dignos ao Corpo de Bombeiros, em nota divulgada nesta segunda-feira. De acordo com a OAB "as reivindicações dos bombeiros são justas e legítimas. Os vencimentos da categoria são, reconhecidamente, aviltantes e devem ser reajustados imediatamente."

 

A tomada do quartel-general dos bombeiros, no entanto, não contou com o apoio da entidade. A ocupação "não pode ser aceita num Estado democrático de direito e só contribui para acirrar os ânimos e diminuir o apoio da população às justas pretensões salariais dos bombeiros", acrescentou a entidade.

 

A OAB afirmou ainda que as afirmações do governador sobre os bombeiros não contribuem com as negociações. "Os bombeiros de nosso estado são benquistos e admirados pela população fluminense e não são - nem devem ser tratados como tal - 'bandidos'". O governador Sergio Cabral chamou os bombeiros de vândalos e irresponsáveis, em entrevista coletiva no sábado. / COLABOROU CAROLINA SPILLARI

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